Gustavo Baião

Gustavo Baião

Perfil Criativo

GUSTAVO BAIÃO TEM UM VISTO UNIVERSAL PARA FAZER A SUA (BOA) MÚSICA

Em sua canção bossanovista “Só vim matar saudade”, resultado da parceria com Nelson Faria, o cantor e compositor Gustavo Baião, diz que subir mais alto vai para pedir um visto ao Cristo Redentor. Se o pedido é para ter a universalidade dessa música que juntou samba e jazz na zona Sul do Rio de Janeiro, parece razoável que Gustavo não precisa do visto por ter cidadania musical plena.

Essa cidadania nasce na infância dele, porque aos 10 anos de idade começa a estudar piano com a professora Maria Amélia Baião, formada no Conservatório Lourenzo Fernandez, no Rio de Janeiro. Era o ano de 1985, quando o cenário musical brasileiro se rendia ao rock-pop nacional e no mesmo Rio de Janeiro do qual desnecessariamente Gustavo quer visto, havia um compositor (Cazuza) que compunha rock, mas parecia ter alma de jazz e nossa nova, os ritmos que fazem parte de trilha musical nascido no Piauí em que o compositor caminha com mais desenvoltura.

Nessa toada experimenta mais que uma forma de compor suas canções, algumas vezes escrevendo as letras para músicas que lhe enviam seus parceiros musicais, em outras enviando letras para algum parceiro musicar. Quando faz melodia e harmonia, a música em si, o processo é o mesmo – mais no sentido de encaminhá-la para vesti-la com uma letra.

Compor letra e música exige inspiração e influências. Para Gustavo Baião, que demonstra uma afinidade afetiva ao jazz e à bossa nova, são influências inspiradoras os compositores Michel Legrand, cuja vasta obra inclui inúmeras e premiadas trilhas sonoras para o cinema; Antônio Carlos Jobim, pilar da música brasileira; Ivan Lins, dono de melodias inovadoras e Gilson Peranzzetta, proeminente pianista, compositor, arranjador, orquestrador e regente.

Além desses nomes, admira outros compositores, entre os quais Joyce Moreno, Fátima Guedes, os norte-americanos Telonious Monk, Duke Ellington e os brasileiros Maurício Einhorn, Nelson Faria – com os quais tem parcerias. Faria e Tico Moraes são os compositores com quem mais faz parcerias, que incluem ainda Luizão Paiva, Arimatan Martins, Glauco Luz e o maestro Gilson Peranzzetta,

O site da casa de eventos O Beco das Garrafas relaciona Gustavo Baião como um dos “filhos musicais” de Gilson Peranzzetta, ao lado de João Senise e Filipe Moreno. Neste caso, a parceria de “pai e filho musicais” resultou em CD no qual Gustavo Baião gravou canções de Gilson Peranzzetta, com arranjos do próprio maestro, as participações de Zeca Assumpção (baixo) e João Cortez (bateria) e duetos com Leila Pinheiro e Célia Vaz.

O CD foi indicado em 2015 ao Prêmio da Música Brasileira (mais importante premiação musical no Brasil), o que, com razão, leva Gustavo a colocar esse como o ponto mais relevante de sua carreira.

O cantor, cujo nome assentado em registro de nascimento é Gustavo Pereira da Silva Azevedo, tem nome artístico a música em si – que em 2001 traz à luz seu primeiro álbum, “Segredos do mar”, com canções compostas por ele em sua maioria e outros compositores brasileiros. Era um começo que faria sua música ir longe, em vozes como a da cantora alemã Ulla Haesen, que em 2018 gravou “Só vim matar a saudade”.

Na lonjura de onde a arte musical dele pôde levá-lo, Gustavo tem feito muitas parcerias na Itália, especialmente com os músicos Nerio Papik, Laura Lanzillo e Fabio Tulio, e participado de vários CDs lançados no mercado europeu, entre os quais “Bossarama”, “Enjoy the Ride”, “Cocktail Mina Vol. II”, do músico Nerio Papik; “La Gatta”, da cantora Laura Lanzillo, com quem também gravou em dueto a música “È po che fa”, versão italiana para a canção “Bem que se quis”.

O visto que ele pediu a Redentor para ganhar o mundo musical da bossa nova e jazz nunca o fez retirar-se das raízes. Em Teresina, segue com o Cheek to Cheek Trio, naturalmente que com esse nome, tocando jazz e bossa nova junto com Luizão Paiva e Enaldo Freire.

 

 

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